sábado, 29 de janeiro de 2011

Varicocele

O que é?

Veias dilatadas ao longo do cordão espermático (estrutura que suspende o testículo) constituem a varicocele. Causas anatômicas (veia espermática desembocando na veia renal esquerda) e incompetência de válvulas venosas são as principais causas da doença.A varicocele está presente em 15% da população geral (adultos e adolescentes) e em 35% dos homens com infertilidade.

O que se sente?

O paciente nota a presença de veias dilatadas e tortuosas no seu saco escrotal ou mesmo apresenta desconforto ou dor no lado afetado. As veias aumentam de calibre com o esforço físico. A varicocele pode também ser indolor ou ser achada acidentalmente. O lado mais atingido, por uma razão anatômica, é o lado esquerdo. Aparecimento súbito de varicocele principalmente em pessoas idosas pode ser causado por tumores renais devido à compressão da veia renal. A varicocele é uma causa comum de infertilidade, alterando o esperma e inclusive diminuindo , em alguns casos, o volume testicular.

Como se faz o diagnóstico?

Veias calibrosas numa das metades do saco escrotal, não dolorosas à palpação e que aumentam de volume enquanto o paciente é submetido à uma manobra de esforço, constitui o diagnóstico de varicocele. Em casos duvidosos, pode-se recorrer a ecografia testicular, cintilografia dos testículos e termografia.

Como se trata e qual é o prognóstico?

O tratamento é cirúrgico com ligadura da veia espermática. Existem várias técnicas, todas de ambulatório. O tratamento geralmente é bem sucedido e se a varicocele for a única causa da infertilidade, essa estará resolvida. Alguns casos assintomáticos de varicocele podem ser tratados conservadoramente com um suspensório escrotal durante exercícios.Além da infertilidade, a dor no testículo afetado ou a estética (varicoceles muito volumosas ) constituem outras indicações cirúrgicas. Em crianças a indicação é controversa, sendo indicada a cirurgia quando houver indícios de atrofia (diminuição do volume) testicular.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Faringite

A faringite é uma inflamação da garganta (faringe) normalmente causada por um vírus, mas também comumente causada por bactérias.

A faringite pode ocorrer em infecções virais (p.ex., resfriado comum, gripe e mononucleose infecciosa) e em infecções bacterianas (p.ex., faringite estreptocócica) e por doenças sexu-almente transmissíveis (p.ex., blenorragia [gonorréia]).

Os sintomas, que incluem a dor de garganta e a dor à deglutição, são semelhantes tanto na faringite viral quanto na bacteriana. Em ambas, a membrana mucosa que reveste a faringe pode estar discreta ou intensamente inflamada e recoberta por uma membrana esbranquiçada ou uma secreção purulenta. A febre, o aumento dos linfonodos do pescoço e o aumento da contagem de leucócitos no sangue caracterizam tanto a faringite viral quanto a bacteriana, mas podem ser mais prondunciados na forma bacteriana.

Os analgésicos comuns, as pastilhas para a garganta ou o gargarejo com água morna e sal podem aliviar o desconforto da garganta, mas a aspirina não deve ser utilizada em crianças e adolescentes com menos de 18 anos devido ao risco da síndrome de Reye. Os antibióticos não são úteis quando a infecção é viral, mas podem ser prescritos quando o médico suspeita fortemente que a infecção é de origem bacteriana.

Caso contrário, nenhum antibiótico é administrado até os exames laboratoriais confirmarem um diagnóstico de faringite bacteriana. Quando os exames indicam que a faringite é causada por uma infecção estreptocócica (faringite estreptocócica), o médico prescreve a penicilina, normalmente sob a forma de comprimidos, para erradicar a infecção e prevenir complicações como a moléstia reumática (febre reumática). Os indivíduos alérgicos à penicilina devem utilizar a eritromicina ou um outro antibiótico.

A faringite é uma doença inflamatória da mucosa que reveste a faringe e que se manifesta por avermelhamento e inchação da mesma.

Esta afecção freqüentemente se estende também às amígdalas, denominando-se faringoamigdalite.

Em geral, é uma infecção viral que começa o ataque, predispondo a colonização e infecção por bactérias.

Os vírus implicados com maior freqüência são os rinovírus, coronavírus, adenovírus, influenza e parainfluenza.

Entre as bactérias destacam-se o estreptococo beta-hemolítico, o pneumococcus, o mycoplasma pneumoniae, o staphylococcus aureus e o haemophilus influenzae.

A porta de entrada é a oral, pela veiculação dos agentes causadores através das gotinhas de flügge, isto é, salpicos de saliva que as pessoas eliminam ao falar, tossir ou espirrar.

A faringoamigdalite é uma das infecções mais comuns em crianças entre os 4 e os 15 anos de idade, sobretudo nos primeiros anos escolares.

As faringites de origem viral predominam no outono e no inverno. Chamadas habitualmente de angina vermelha, começam com um quadro febril, mal-estar geral, ardor na garganta e dor ao engolir. Ao inspecionar a boca, observa-se sua parte posterior congestionada e de cor vermelha intensa.

Nas de origem bacteriana, o quadro começa subitamente com irritação na garganta, dor e dificuldade para engolir, febre de 38,5 a 39,5 graus centígrados, náuseas e vômitos, dores de cabeça e, em alguns casos, dor abdominal.

A observação da faringe mostra uma congestão acompanhada de uma secreção branco-cinzenta.

A febre desaparece em 3 a 5 dias, e os demais sintomas em uma semana.

Para alívio da dor e diminuição da febre, são indicados medicamentos analgésicos e antipiréticos, como a aspirina ou o paracetamol.

A necessidade do repouso, seja absoluto ou relativo, depende do estado geral.

Em caso de faringite de origem bacteriana, deve-se ministrar um tratamento à base de antibióticos para erradicar o microorganismo causador e evitar complicações. Os mais utilizados são as penicilinas, os macrolídeos e as cefalosporinas.Em caso de alergia às penicilinas pode-se utilizar a eritromicina ou a clindamicina. Esta última deve ser usada com precaução, devido aos efeitos secundários que podem aparecer.

O tratamento com antibióticos é muito eficaz para a prevenção da febre reumática, complicação do estreptococo beta-hemolítico do grupo A.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

HEMORRÓIDAS | SINTOMAS E TRATAMENTO

A porção terminal do trato digestivo é composta pelo reto, pelo canal anal e pelo ânus propriamente dito. Como em qualquer outra parte do nosso corpo, essa região é vascularizada por artérias e veias, que recebem o nome de artérias e veias hemorroidárias.

Porém, ao contrário das veias do resto do corpo, as veias hemorroidárias não possuem válvulas para impedir o represamento de sangue. Portanto, qualquer aumento da pressão venosa dessas veias, propicia o seu ingurgitamento.

Hemorróidas ou doença hemorroidária é o nome que se dá a essa dilatação das veias do reto e ânus, podendo vir acompanhada de inflamação, trombose ou sangramento.
As hemorróidas são classificadas em:

- Hemorróidas internas: quando ocorrem no reto

- Hemorróidas externas: quando ocorrem no ânus ou no final do canal anal.


As hemorróidas internas são ainda classificadas em 4 estágios:

- Hemorróidas grau I: não prolapsam através do ânus

- Hemorróidas grau II: prolapsam através do ânus durante a evacuação mas o retornam à sua posição original espontaneamente

- Hemorróidas grau III: prolapsam através do ânus e a sua redução só é conseguida manualmente

- Hemorróidas grau IV: estão prolapsadas através do ânus e a sua redução não é possível


As hemorróidas internas grau I não são visíveis; Hemorróidas grau II normalmente passam despercebidas pelos pacientes. Como o reto e o canal anal possuem pouca inervação, elas não costumam causar dor.

As hemorróidas externas são facilmente identificadas e costumam inflamar causando dor e/ou prurido (comichão).

Causas de hemorróidas

As hemorróidas são um distúrbio muito comum. Estima-se que na população acima dos 50 anos mais da metade sofra de hemorróidas em graus variáveis.

Os principais fatores de risco são:

- Constipação intestinal (prisão de ventre);

- Esforço para evacuar;

- Obesidade;

- Diarréia crônica;

- Prender as fezes com freqüência, evitando defecar sempre que há vontade;

- Dieta pobre em fibras;

- Gravidez;

- Sexo anal;

- História familiar de hemorróidas;

- Tabagismo;

- Cirrose e hipertensão portal;

- Ficar longos períodos sentados no vaso sanitário (há quem ache que o próprio design dos vasos propicie a formação de hemorróidas).

O hábito de evacuar agachado, e não sentado, muito comum no oriente médio e Ásia, está associado a uma menor incidência de hemorróidas.

Independente dos fatores de risco, as hemorróidas se formam quando há aumento da pressão nas veias hemorroidárias ou fraqueza nos tecidos da parede do ânus, responsáveis pela sustentação das mesmas.

Sintomas das hemorróidas

As hemorróidas podem ser sintomáticas ou não. Como já dito anteriormente, as internas tendem a ser menos sintomáticas. O único sinal indicativo da sua presença pode ser a presença de sangue ao redor das fezes ao evacuar.

O sangramento se apresenta tipicamente como pequena quantidade de sangue vivo que fica ao redor das fezes, e por vezes, fica pingando no vaso depois do término da evacuação. É comum também haver sangue no papel higiênico após a limpeza.

As hemorróidas internas podem causar dor se houver trombose ou quando o esforço crônico para se evacuar causa o prolapso da mesma para fora no canal anal. As hemorróidas internas de grau III e IV podem estar associadas à incontinência fecal e à presença de corrimento mucoso que provoca irritação e prurido anal.

As hemorróidas externas são por via de regra sintomáticas. Estão associadas a sangramentos e dor ao evacuar e ao sentar. Em casos de trombose da hemorróida, a dor pode ser intensa. O prurido é outro sintoma comum. As hemorróidas externas são sempre visíveis e palpáveis.

Apesar de ser uma causa comum de hemorragia retal, é importante nunca assumir que o seu sangramento é devido a hemorróidas sem antes consultar um médico. Várias doenças, como fissura anal, câncer do reto, doença diverticular e infecções também podem se manifestar com sangue nas fezes.

O sangramento costuma ser de pequena quantidade, mas, por ser frequente, pode levar a anemia em alguns casos.

Diagnóstico das hemorróidas

Nas hemorróidas externas o exame físico é suficiente para o diagnóstico. Nas internas é preciso realizar o toque retal e, na dúvida, a anuscopia (uma mini-endoscopia onde se visualiza o reto).

Em doentes idosos com sangramento pelo reto, mesmo que se identifiquem hemorróidas, é conveniente realizar a colonoscopia para se descartar outras causas. Como as hemorróidas são muito comuns nesta faixa etária, nada impede que o paciente tenha uma segunda causa para o sangramento, como um câncer do intestino.

Tratamento das hemorróidas - Remédios para hemorróidas

O médico especialista em hemorróidas é o proctologista.

Durante as crises, os banhos de assento com água morna podem trazer alívio para os sintomas agudos. Nas grávidas sugere-se compressas úmidas mornas. Deve-se também evitar limpar o ânus com papel higiênico, dando preferência ao bidê ou a jatos de água morna.

Nas pessoas com constipação intestinal, laxantes então indicados para se diminuir a necessidade de fazer força ao evacuar.

Pomadas e cremes para hemorróidas podem ser usados, uma vez que servem de lubrificante para a passagem das fezes e geralmente contém anestésicos em sua fórmula. O alívio é apenas temporário e não se deve usar esses cremes indefinidamente sem orientação médica. Supositórios com corticóides são outra opção quando há muita dor ou comichão, porém, é um tratamento que não deve ser usado por mais de 1 semana devido aos seus possíveis efeitos colaterais.

Um dieta rica em fibra diminui a incidência de sangramentos e pode aliviar também a coceira. Apesar de ser um dica muito famosa, não há provas de que alimentos com pimenta piorem os sintomas. Isto deve ser avaliado individualmente.

Nas pequenas hemorróidas externas com trombos o tratamento pode ser feito no consultório médico com uma pequena incisão, com anestesia local, para retirada dos coágulos. Isto é suficiente para o alívio dos sintomas.

Em casos mais graves, pode ser necessária a laqueação elástica. Uma borracha é introduzida na base das hemorróidas, causando estrangulamento e necrose das mesmas. Depois de alguns dias, ela sai sozinha pelo ânus junto com o elástico. É uma técnica que pode ser feita no próprio consultório do proctologista. Costuma ser indolor e muitas vezes não se usa nem anestesia.

Outra opção é a escleroterapia que consiste na injeção de uma solução química que causa necrose das hemorróidas. Uma terceira opção é a coagulação à Laser. Das três técnicas, a ligadura elástica é a que apresenta melhores resultados.

Se as técnicas pouco invasivas não surtirem efeito, ou se a hemorróida for muito grande, o tratamento é feito com cirurgia tradicional, chamada de hemorroidectomia.

Hemorróidas podem virar câncer?

NÃO! HEMORRÓIDAS NÃO VIRAM CÂNCER! Porém, os sintomas podem ser parecidos com os tumores intestinais, principalmente nasneoplasias do reto e ânus. Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico diferencial, especialmente em maiores de 50 anos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

IMPOTÊNCIA SEXUAL - DISFUNÇÃO SEXUAL

Mito Masculino - Temor de Desempenho

Vivemos ainda em uma sociedade muito machista, infelizmente para todos nós. Para os homens, em especial, existe uma pressão desenfreada para a atividade sexual predatória. O que caiu na rede é peixe! E existe, por sinal, um mito milenar de que os homens estão sempre aptos ao sexo, independente de qualquer outro fator. Devem sempre estar com desejo, devem ter plena ereção e não falhar jamais.

Essa situação é um peso muito grande para os ombros de qualquer um. A bem da verdade, qual o homem ao qual nunca lhe faltou potência?

Qual a mulher cujo parceiro já não perdeu a ereção alguma vez na vida?

É necessário desmistificar essa situação. A impotência (disfunção erétil) só se torna um problema ou uma doença quando ela predomina na vida sexual de um homem. Ou seja, quando há uma incapacidade persistente ou recorrente (repetida) de manter uma ereção até a conclusão da atividade sexual. Alguns se queixam de falta completa de rigidez para conseguir uma penetração. Outros conseguem ter o pênis rijo, mas na hora de introduzi-lo perdem a potência.

Atenção! A eventual ocorrência de perda de ereção não é considerada impotência.

O que causa a perda da ereção?

As pesquisas são contraditórias: algumas apontam que 90% da impotência tem causa emocional.

O estresse do dia-a-dia.

A discórdia conjugal.

A falta de atração pela parceira.

A ansiedade ou depressão.

O temor de não desempenhar o sexo adequadamente.

Conflitos emocionais antigos.

Culpa e repressões sexuais.

São algumas das causas psíquicas comuns.

Outros trabalhos científicos relatam que a disfunção erétil nos homens é, na maioria dos casos, orgânica, principalmente quando o homem tem mais que 50 anos.

A deficiência de alguns hormônios masculinos como a testosterona.

Excesso de prolactina.

A presença de algumas doenças como o diabete melito.

O uso de medicações que combatem a hipertensão.

A anormalidade vascular peniana.

São fatores orgânicos importantes a serem levados em consideração na avaliação dessa disfunção sexual.

E tem cura?

Podemos pensar que há uma soma desses fatores orgânicos e emocionais na determinação da impotência. Para o tratamento, então, devemos combinar algumas técnicas terapêuticas para obtenção de maior sucesso.

Após alguns exames de rotina, detectamos a presença ou não de algum problema orgânico. Por exemplo, se há falta de testosterona, podemos repor através de uso de medicação. Se há problema vascular ou neurológico, podemos até indicar cirurgia ou colocação de prótese. Entretanto, tais métodos mais evasivos são de última escolha no tratamento da impotência, só utilizados quando quaisquer outros métodos já falharam completamente.

Quando não há muitos achados positivos nos exames, podemos empregar um tipo de tratamento psicológico, denominado psicoterapia cognitivo-comportamental, que é baseado em tarefas sexuais progressivas e orientação.

O uso concomitante de algumas medicações que provocam a ereção tem elevado o sucesso terapêutico em muitos casos. Entretanto, os mesmos nunca devem ser utilizados sem acompanhamento médico especializado.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CONHEÇA ALGUNS MITOS E VERDADES EM SAÚDE E ALIMENTAÇÃO

Excesso de gordura saturada enfraquece o sistema imunológico?

Verdade. O corpo não consegue combater bactérias com a mesma eficácia se uma grande quantidade de gordura saturada for ingerida

Não posso comer mais de três ovos por semana?

Mito. O aumento do colesterol não está apenas relacionado aos níveis de colesterol encontrados nos alimentos (o ovo é rico em colesterol). A gordura saturada tem efeito maior em relação à produção de LDL colesterol.

Algumas pessoas nasceram para ser obesas?

Mito. O aumento do colesterol não está apenas relacionado aos níveis de colesterol encontrados nos alimentos (o ovo é rico em colesterol). A gordura saturada tem efeito maior em relação à produção de LDL colesterol.

Ter uma alimentação rica em fibras auxilia no emagrecimento?

Verdade. Alimentos ricos em fibras estimulam a mastigação, que exerce um efeito direto sobre o hipotálamo, produzindo sensação de saciedade. Além disso, as fibras retardam o esvaziamento gástrico, o que aumenta a sensação de saciedade e diminui a ingestão de outros alimentos. As fibras também auxiliam no funcionamento intestinal e podem interferir na absorção de nutrientes, especialmente gorduras e açúcares.

Fazer exercícios com agasalhos e plásticos enrolados no corpo ajuda no emagrecimento?

Mito. Causa perda exagerada de água e pode provocar desidratação durante o exercício. É importante destacar que suar não indica emagrecer, mas simplesmente perda de água pelo organismo.

O uso de microondas faz mal à saúde? Tampar alimentos diminuiria o risco?

Mito. Em primeiro lugar, se o microondas pudesse realmente vazar alguma radiação, os níveis desta liberação seriam insignificantes e não ofereceriam perigo à saúde. É o que garante o Centro Americano para Aparelhos e Saúde Radiológica, uma unidade do Food and Drug Administration (FDA), órgão que regulamenta a segurança doméstica dos aparelhos de microondas. Tampar alimentos no aparelho apenas impede de sujar as paredes do microondas. Devem-se utilizar utensílios de vidro para tampar, pois os de plásticos, quando aquecidos, liberam substâncias tóxicas e cancerígenas ao alimento.

Comer banana reduz cãibra?

Verdade. As cãibras podem ocorrer por diversos motivos, um deles é pela falta do potássio. A banana é rica em potássio e pode contribuir para o desaparecimento das cãibras

Consumir tomate ou molho de tomate pode diminuir os riscos de câncer de próstata?

Verdade. Existem diversos estudos que comprovam que o consumo de tomates ou molhos de tomate, por serem ricos em licopeno, diminuem as chances de aparecimento de câncer de próstata e outros tipos de câncer.

Comer abacate engorda?

Mito. O abacate, apesar de bastante calórico, se consumido na quantidade adequada, não causa ganho de peso. A gordura presente no abacate é monoinsaturada, saudável, capaz de aumentar o colesterol HDL (bom) e reduzir o colesterol LDL (ruim).

Suco de laranja com beterraba cura a anemia?

Mito. A beterraba contém uma pequena quantidade de ferro que não é bem absorvida pelo organismo, mesmo na presença do suco de laranja (rico em vitamina C) que melhora a absorção do ferro.

Limão “afina” o sangue?

Mito. O limão é um alimento fonte de vitamina C que auxilia na absorção do ferro, mineral muito importante na constituição do sangue; não existe relação entre "afinar" o sangue.

Ficar sem comer emagrece?

Mito. O jejum faz com que seu metabolismo fique mais lento, dificultando o emagrecimento.

Comer manga com leite faz mal?

Mito. Isso surgiu para evitar que os escravos roubassem leite das fazendas, já que havia muita manga disponível para eles. Não existe nenhuma comprovação científica de que estes alimentos, quando ingeridos em conjunto, façam mal à saúde.

Guardar banana na geladeira pode ser prejudicial para saúde?

Mito. A banana é uma fruta que amadurece muito rapidamente, e que pode ser conservada na geladeira para retardar esse processo num período de 3 a 5 dias.

Comer massa à noite engorda?

Mito. Qualquer alimento ingerido em quantidades acima das necessidades individuais ocasionará um aumento do tecido adiposo (gordura), armazenado para a futura utilização como fonte energética.

Temperar carne vermelha com limão diminui a gordura da carne?

Mito. O limão é riquíssimo em vitamina C e vitaminas do complexo B. Também aparecem em grande quantidade sais minerais como ferro, cálcio, silício, cobre, magnésio e iodo. Apesar de toda essa gama de nutrientes, a fruta é incapaz de diminuir a gordura existente nas carnes. O suco de limão apenas deixará a carne mais macia.

A semente do maracujá pode causar algum mal ao organismo?

Mito. Consumir sementes de maracujá ajuda a combater ou prevenir vermes e fungos, além de melhorar o trânsito intestinal devido à alta quantidade de fibras.
 

sábado, 20 de novembro de 2010

MÉDICO NEFROLOGISTA | Saiba quando você deve procurar um

Antes de mais nada, é preciso explicar o que é a nefrologia e, por consequência, o que faz o médico nefrologista.

O termo Nefros vem do Grego e significa Rins. Logo, nefrologista é aquele que estuda as funções e as doenças dos rins.

Então, você me pergunta: E o Urologista?

A Urologia é a especialidade cirúrgica que lida com o trato urinário e reprodutivo.

Portanto, o nefrologista é o clínico especializado no sistema urinário e o urologista, o cirurgião. É a mesma relação que há, por exemplo, entre os cardiologistas e os cirurgiões cardíacos, e entre os neurologistas e os neurocirurgiões.

A principal doença com que o nefrologista lida é a insuficiência renal crônica, estado em que o rim funciona menos de 60% de sua capacidade.

Apesar de ser a doença chave da especialidade, a maioria dos doentes chegam a nós nefrologistas com menos de 30% da função, em uma fase que pouco pode ser feito para tentar impedir o avanço da doença em direção a hemodiálise. Isso obviamente não é culpa só dos pacientes, mas principalmente dos seus médicos que demoram a referenciar ao nefrologista seus doentes renais crônicos.

Os pacientes renais crônicos que chegam ao nefrologista precocemente apresentam:

- Menor mortalidade;

- Melhor controle da pressão arterial;

- Menos doenças associadas a falência renal como lesões ósseas, anemia, desnutrição e doenças cardiovasculares;

- Menor perda de função renal e consequentemente maior chance de não evoluírem para hemodiálise;

- Aqueles que acabam precisando de hemodiálise, apresentam menos complicações e menor mortalidade, além de um melhor preparo e menor tempo para o transplante renal se for este o desejo do paciente;

- Podem receber tratamento em tempo hábil para doenças que levam a insuficiência renal terminal quando não tratadas corretamente.


Então, quando é que se indica uma avaliação pelo nefrologista ?

• Quando há alterações na taxa de creatinina sanguínea, que é o principal marcador da função renal;

• Quando a urina estiver espumando muito ou quando for detectado presença de proteínas na mesma em exames laboratoriais;

• Quando a urina estiver muito escura ou avermelhada, ou quando exames laboratoriais indicarem presença de sangue na urina, mesmo que esta seja microscópica e imperceptível ao paciente;

• Infecção urinária de repetição, principalmente se forem mais de 3 episódios por ano;

• Mais de 1 episódio de cálculo renal. O urologista trata os cálculos, mas é o nefrologista quem impede que novas pedras surjam;

• Diabéticos e hipertensos de longa data devem ter pelo menos uma avaliação com o nefrologista já que as duas doenças são as principais causas de insuficiência renal crónica e necessidade de hemodiálise no mundo;

• Aparecimento de edemas (inchaços) difusos, principalmente nas pernas e no rosto;

• Alterações no potássio, sódio, fósforo, ácido úrico, magnésio e cálcio sanguíneos que o clínico geral não identifique facilmente;

• Aparecimento de múltiplos cistos renais em exames como ultra-som (ecografia), tomografia computadorizada ou ressonância magnética. História familiar de rins policísticos também indica uma consulta ao nefrologista;

• Alterações na forma ou tamanho dos rins descobertos através dos exames de imagem descritos acima

• Doentes portadores de Lúpus;

• Excesso de urina.

Uma referenciação em tempo certo ao médico nefrologista pode ser a diferença entre estar plenamente curado ou necessitar de hemodiálise para o resto da vida.

domingo, 14 de novembro de 2010

HEMORRÓIDAS | SINTOMAS E TRATAMENTO

Aprenda quais são os principais sintomas das hemorróidas e quais as opções de tratamento.


A porção terminal do trato digestivo é composta pelo reto, pelo canal anal e pelo ânus propriamente dito. Como em qualquer outra parte do nosso corpo, essa região é vascularizada por artérias e veias, que recebem o nome de artérias e veias hemorroidárias.

Porém, ao contrário das veias do resto do corpo, as veias hemorroidárias não possuem válvulas para impedir o represamento de sangue. Portanto, qualquer aumento da pressão venosa dessas veias, propicia o seu ingurgitamento.

Hemorróidas ou doença hemorroidária é o nome que se dá a essa dilatação das veias do reto e ânus, podendo vir acompanhada de inflamação, trombose ou sangramento.

As hemorróidas são classificadas em:

- Hemorróidas internas: quando ocorrem no reto

- Hemorróidas externas: quando ocorrem no ânus ou no final do canal anal.


As hemorróidas internas são ainda classificadas em 4 estágios:

- Hemorróidas grau I: não prolapsam através do ânus

- Hemorróidas grau II: prolapsam através do ânus durante a evacuação mas o retornam à sua posição original espontaneamente

- Hemorróidas grau III: prolapsam através do ânus e a sua redução só é conseguida manualmente

- Hemorróidas grau IV: estão prolapsadas através do ânus e a sua redução não é possível


As hemorróidas internas grau I não são visíveis; Hemorróidas grau II normalmente passam despercebidas pelos pacientes. Como o reto e o canal anal possuem pouca inervação, elas não costumam causar dor.

As hemorróidas externas são facilmente identificadas e costumam inflamar causando dor e/ou prurido (comichão).




Causas de hemorróidas

As hemorróidas são um distúrbio muito comum. Estima-se que na população acima dos 50 anos mais da metade sofra de hemorróidas em graus variáveis.




Os principais fatores de risco são:

- Constipação intestinal (prisão de ventre)

- Esforço para evacuar

- Obesidade

- Diarréia crônica

- Prender as fezes com frequência, evitando defecar sempre que há vontade.

- Dieta pobre em fibras

- Gravidez

- Sexo anal

- História familiar de hemorróidas

- Tabagismo

- Cirrose e hipertensão portal

- Ficar longos períodos sentados no vaso sanitário (há quem ache que o próprio design dos vasos propicie a formação de hemorróidas).



O hábito de evacuar agachado, e não sentado, muito comum no oriente médio e Ásia, está associado a uma menor incidência de hemorróidas.

Independente dos fatores de risco, as hemorróidas se formam quando há aumento da pressão nas veias hemorroidárias ou fraqueza nos tecidos da parede do ânus, responsáveis pela sustentação das mesmas.



Sintomas das hemorróidas

As hemorróidas podem ser sintomáticas ou não. Como já dito anteriormente, as internas tendem a ser menos sintomáticas. O único sinal indicativo da sua presença pode ser a presença de sangue ao redor das fezes ao evacuar.

O sangramento se apresenta tipicamente como pequena quantidade de sangue vivo que fica ao redor das fezes, e por vezes, fica pingando no vaso depois do término da evacuação. É comum também haver sangue no papel higiênico após a limpeza.

As hemorróidas internas podem causar dor se houver trombose ou quando o esforço crônico para se evacuar causa o prolapso da mesma para fora no canal anal. As hemorróidas internas de grau III e IV podem estar associadas à incontinência fecal e à presença de corrimento mucoso que provoca irritação e prurido anal.

As hemorróidas externas são por via de regra sintomáticas. Estão associadas a sangramentos e dor ao evacuar e ao sentar. Em casos de trombose da hemorróida, a dor pode ser intensa. O prurido é outro sintoma comum. As hemorróidas externas são sempre visíveis e palpáveis.

Apesar de ser uma causa comum de hemorragia retal, é importante nunca assumir que o seu sangramento é devido a hemorróidas sem antes consultar um médico. Várias doenças, como fissura anal, câncer do reto, doença diverticular e infecções também podem se manifestar com sangue nas fezes.

O sangramento costuma ser de pequena quantidade, mas, por ser frequente, pode levar a anemia em alguns casos.



Diagnóstico das hemorróidas

Nas hemorróidas externas o exame físico é suficiente para o diagnóstico. Nas internas é preciso realizar o toque retal e, na dúvida, a anuscopia (uma mini-endoscopia onde se visualiza o reto).

Em doentes idosos com sangramento pelo reto, mesmo que se identifiquem hemorróidas, é conveniente realizar a colonoscopia para se descartar outras causas. Como as hemorróidas são muito comuns nesta faixa etária, nada impede que o paciente tenha uma segunda causa para o sangramento, como um câncer do intestino.



Tratamento das hemorróidas - Remédios para hemorróidas

O médico especialista em hemorróidas é o proctologista.

Durante as crises, os banhos de assento com água morna podem trazer alívio para os sintomas agudos. Nas grávidas sugere-se compressas úmidas mornas. Deve-se também evitar limpar o ânus com papel higiênico, dando preferência ao bidê ou a jatos de aguá morna.

Nas pessoas com constipação intestinal, laxantes então indicados para se diminuir a necessidade de fazer força ao evacuar.

Pomadas e cremes para hemorróidas podem ser usados, uma vez que servem de lubrificante para a passagem das fezes e geralmente contém anestésicos em sua fórmula. O alívio é apenas temporário e não se deve usar esses cremes indefinidamente sem orientação médica. Supositórios com corticóides são outra opção quando há muita dor ou comichão, porém, é um tratamento que não deve ser usado por mais de 1 semana devido aos seus possíveis efeitos colaterais.

Um dieta rica em fibra diminui a incidência de sangramentos e pode aliviar também a coceira. Apesar de ser um dica muito famosa, não há provas de que alimentos com pimenta piorem os sintomas. Isto deve ser avaliado individualmente.

Nas pequenas hemorróidas externas com trombos o tratamento pode ser feito no consultório médico com uma pequena incisão, com anestesia local, para retirada dos coágulos. Isto é suficiente para o alívio dos sintomas.

Em casos mais graves, pode ser necessária a laqueação elástica. Uma borracha é introduzida na base das hemorróidas, causando estrangulamento e necrose das mesmas. Depois de alguns dias, ela sai sozinha pelo ânus junto com o elástico. É uma técnica que pode ser feita no próprio consultório do proctologista. Costuma ser indolor e muitas vezes não se usa nem anestesia.

Outra opção é a escleroterapia que consiste na injeção de uma solução química que causa necrose das hemorróidas. Uma terceira opção é a coagulação à Laser. Das três técnicas, a ligadura elástica é a que apresenta melhores resultados.

Se as técnicas pouco invasivas não surtirem efeito, ou se a hemorróida for muito grande, o tratamento é feito com cirurgia tradicional, chamada de hemorroidectomia.



Hemorróidas podem virar câncer?

NÃO! HEMORRÓIDAS NÃO VIRAM CÂNCER! Porém, os sintomas podem ser parecidos com os tumores intestinais, principalmente nasneoplasias do reto e ânus. Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico diferencial, especialmente em maiores de 50 anos.